Archive Page 2

Presente de aniversário

O meu aniversário foi dia 17, mas há pessoas impacientes no mundo. No dia 05 de novembro já tinha recebido um presente =]

Teaser:

O presente:

Tão legal quanto o presente é a reação das pessoas. Os que nunca ouviram falar de Garage Kit e Evangelion dizem ‘Mas isso não é coisa de menininha?’. Os que entendem dizem ‘Que foda!’

Eu? Eu adorei, qualquer que seja a opinião dos outros =D

Obrigado, Na!

Anúncios

PETAR

Fim de semana emocionante. No sábado de manhã fomos eu, Maja (a croata que esteve morando com a gente por dois meses, fazendo intercâmbio em Sanca) e a Stéfanie (a vizinha) para o PETAR, a convite do Sinfa. Saímos bem cedo de São Carlos, cinco da manhã, passamos por São Paulo para encontrar o Sinfa e a namorada dele, e depois vamos em direção ao parque. Que, como fica na região sul de São Paulo, é longe pra dedéu. Chegamos lá só às quatro e tanto da tarde.

Mas já chegamos preocupados. Ao sair de São Carlos o tempo estava quente, chegando em Sampa chovia, e quanto mais para o sul íamos, mais a chuva castigava. E, ao chegar no PETAR, ela não tinha parado. Péssimo sinal, tínhamos poucas roupas para frio, e estávamos indo para o núcleo mais isolado e selvagem do lugar, o Caboclos.

Depois de sacolejar por mais uma hora em estradas de chão batido, chegamos ao local do acampamento. Várias cabanas, mas todas reservadas para pesquisadores. Vamos dar uma olhada no local do camping, e meus ossos já ficam gelados só de imaginar como vai ser a noite…

Eu e a Maja montamos rapidinho a barraca onde eu, ela e a Stéfanie vamos dormir, e depois vamos ajudar o Sinfa a montar a dele e da namorada (que, por sinal, é bem maior). Mais uns 20 minutos, e estamos suficientemente ensopados para começar a amaldiçoar a viagem. Ah, que vontade de estar em casa, assistindo a um filminho e comendo pipoca…

Mas como diz o sábio, já que tá que vá. Jantamos, e quando começamos a nos ajeitar para dormir, percebemos que a nossa barraca não é tão impermeável assim. Começamos a discutir seriamente a possibilidade de seguir viagem e ir para Curitiba. Mas antes que a situação piore, vamos todos para a barraca do Sinfa, e lá jogamos um pouco de truco antes de ir dormir (eu e Maja ganhamos, apesar de eu quase nunca jogar e de ser a primeira vez dela jogando =] )

No domingo de manhã somos acordados pela chegada do guia, mas a vontade de sair da cama era nula. Eu e a Stéfanie já tínhamos idéia de onde nos metemos, e somos contra seguir com a trilha planejada, até porque demoraríamos demais para ir embora e chegaríamos muito tarde em São Carlos. Mas a Maja ainda achava que seria uma trilha bem aberta e tranquila, com uma caverna acessível. Como eram 3 votos contra 2, vamos todos fazer a trilha.

Como eu sou um simplório, me diverti horrores. Cada vez que eu escorregava e caia na lama eu dava risada, possivelmente pela insanidade da coisa. E situações dessas são ótimas para deixar o humor negro e a ironia aflorar, então eu e a Stéfanie estávamos impossíveis. Pena que o guia não entendia metade das piadas que a gente fazia.

Aliás, o guia. Ele fez curso técnico em mecatrônica, mas enquanto não arranja um emprego trabalha no PETAR como guia. Ele deu umas explicações que deixariam cientistas de cabelo em pé (destaque para o Bagre Cego), mas era gente fina. E comentou, em certo ponto, que achou que nós seríamos um grupo de aventureiros experientes loucões, por querer ir na chuva na trilha mais difícil do parque. HAH! Um computeiro, uma croata que nunca viu mato na vida, e uma anêmica? Loucos com certeza, aventureiros contra a vontade, mas experientes nunca…

Depois de três horas de muitos tombos, arranhões e lama, chegamos até a caverna. Para descobrir que não podemos entrar, porque o rio está muito alto. Sem muitas opções, começamos a volta, agora por outro lado. Atravessamos o rio duas vezes (na segunda, muita correnteza), subimos uma encosta íngreme auxiliados por cordas, e cada vez mais me sinto um escoteirinho. O guia não está dando muita bola, mas a Maja e a Stéfanie estão exaustas, e várias vezes tenho que ajudá-las a atravessar alguns pontos. Aliás, é admirável a calma do guia: em vários pontos um escorregão levaria a uma queda beeeem horrenda, pelo menos uns 30 metros rolando ribanceira abaixo, e ele nem aí.

Perto do fim, a coisa está realmente feia. Maja desesperada porque vai ficar doente (err, e realmente ficou…), Stéfanie com hipoglicemia, Leandro e namorada um pouco mais atrás de nós. E eu? Sei lá de onde, mas ainda com energia para seguir adiante. Que dizer, sei sim, mas isso é assunto para outro post. Por mais que tenha sido uma roubada, que a gente tivesse que tomar banho frio logo depois (energia elétrica? pfff), que tívessemos que voltar para Sanca dividindo o único par de tênis limpos, eu estava me divertindo. Nada melhor do que rir de nós mesmos =D

Na segunda nem consegui ir trabalhar, foi muito difícil simplesmente sair da cama. Acho que a adrenalina da hora não deixou perceber que eu estava me estropiando todo.

Portanto, recomendações: Se for ao PETAR, comece pela caverna de Santana, e depois se arrisque nas mais selvagens. Vale a pena, mas evite ir na chuva! =D

UPDATE: já que tive um comentário ilustre por parte da Stéfanie, fique explicado que:

1) Ela ajudou a pregar no chão e a por a cobertura. Portanto, ajudou na montagem da nossa barraca.

2) Sim, eu fiquei a maior parte do tempo atrás dela. Ou seja, não fui de muita ajuda para ela (só quando ela escorregava e quase caia no chão, já no final da trilha). Ah, e também quando ela tava com hipoglicemia, servindo Negresco e dando apoio. Portanto, meu lado escoteirinho auxiliador apareceu mais para a Maja e, às vezes, pra namorada do Sinfa.

3) E ela sabe muito bem de onde eu tirei energia =]

#iphonedev-br

Buenas. Estava eu no #python-br quando o Elyézer perguntou algo sobre Python e Objective-C. Indiquei o PyObjC, e ele perguntou se ele estava disponível no iPhone. Hmm, não está.

Mas achei mais alguém desenvolvendo pra iPhone!

Antes que ficasse off-topic demais pra #python-br, fomos para o canal #iphonedev-br no Freenode. E agora precisamos popularizá-lo!

Então, se você procura por um lugar em português para discutir as agruras do Objective C (que, na minha opinião, é beeeem melhor que C++ …), apareça no #iphonedev-br @ irc.freenode.org .

UPDATE: Se você não tem um cliente IRC instalado, o mibbit pode te salvar. Dica do Frank!

Minha primeira hackeada

Memes de internet são como powerpoints no email: você pode até seguí-los ou lê-los, mas não deve repassar adiante essas pragas. Como o GG levantou a bola vou chutá-la, mas não recomendo que mais ninguém faça o mesmo! =D

Minha primeira hackeada? O primeiro computador lá de casa era um 286, comprado em 1993. Só rodava um editor de texto chamado Pangloss, e um misto de agenda, organizador pessoal e planilha chamado Every. E sei lá como, eu ainda conseguia me divertir com a bagaça. A minha mãe arranjou um curso de informática do Banco do Brasil chamado INFO2000, que ensinava enquanto contava uma historinha muito legalzinha sobre um viajante espacial.

E todos os softwares citados são tão velhos ou obscuros que não achei nada no Google sobre eles. Vou tentar recuperá-los da próxima vez que for para casa e achar mais informações.

Um dia meu primo levou ‘Outrun’ e ‘Prince of Persia’ em dois disquetes. E daí eu tive bastante o que fazer =D

Mas, hackeada mesmo, eu lembro que só fui fazer em um 486, em 1994. Um amigo meu trouxe vários Commander Keen (2, 3 e 5, se não me engano), e eu fiz um .BAT com um menu para acessar os jogos. Inútil, mas foi meu primeiro ‘shell script’: tinha que imprimir mensagens, ler a entrada do usuário, e executar o jogo correto.

Além disso, eu lembro que tive que fuçar várias vezes no CONFIG.SYS e no AUTOEXEC.BAT para desabilitar algumas coisas a fim de liberar memória (ah, os saudosos 640KB…) para algum jogo. Pra quem tinha nove anos na época e não tinha com quem aprender, até que está bom, né?

Uma outra história interessante: quando eu ia na quarta série as freiras do meu colégio compraram um computador e deixaram na secretaria. E, certo dia, a secretária foi me chamar na sala de aula, porque não estava conseguindo fazer algo (não lembro o quê, fazem 14 anos, oras!). Fui lá, resolvi, e voltei para a aula. Suporte técnico desde criança, hehehe.

Dia do Amigo

Às vezes dá vontade de fazer um blog só com tirinhas do Liniers, mas daí eu lembro que você sempre pode ir no site da Cultura e comprar as coletâneas. Tá esperando o quê?

Herbie Hancock

Fui no show dele ontem, no Parque Villa-Lobos. Muito bom, apesar de eu conhecer muito pouco de sua carreira.

Mas, o que eu realmente queria dizer é que poucas vezes me senti tão nerd. Eu ouvia ele tocando e lembrava da trilha sonora do Transport Tycoon =D

Crônicas da Fundação

Você é uma criatura complexa, Dors, e não tenho respostas simples para lhe oferecer. Na minha vida, conheci vários indivíduos em cuja presença sentia-me melhor comigo mesmo. Tentei comparar o prazer que sentira na presença dessas pessoas com a tristeza que senti quando elas finalmente se foram, para saber se o saldo tinha sido positivo ou negativo. Cheguei à conclusão de que o prazer de sua companhia superava de longe a tristeza de sua perda. Minha conclusão, portanto, é de que o que está experimentado agora fará bem a você.

Crônicas da Fundação, Isaac Asimov.

Agora só falta “A Fundação e a Terra”, vou completar a leitura da série antes de comentar. Por enquanto, fiquem com outra citação =D